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quinta-feira, 12 de março de 2009

Novo site do Buraco d`Oráculo

Atenção!
Visitem o nosso novo site:
www.buracodoraculo.com.br
Lá você encontrará informações sobre nossos trabalhos, nossos projetos e nossas pesquisas.

3 comentários:

Bufo disse...

Olá Edson,

aqui é jhonny( de Belém) estive em Arcozelo no encontro.

Tava visitando o site de vcs e li sobre amonografia sobre o treatro de ru em São Paulo, o assunto me intereça mais não consegui baixar o arquivo. tem como mandar pra mim?

Me interelça muito dsicutir sobre o fazer teatral na rua; o como, o por onde, falar da estetica e da ética da rua. falta isso aqui em Belém.

Vamos discutir,

se der pra madar: jhonnyrussel@gmail.com

Valeu.

ACALeO Ação Cultural Afro Leste Oraganizada disse...

“Todo artista tem de ir aonde o povo está “


Salve irmãos do Cortejo Livre Leste, salve irmão Leandro, compactuo com teus sentimentos... A alma dos quilombolas ACALeO também está lavada! E teus motivos são nossos: a emoção de sermos e termos artistas no chão da perifa, pisando em barro, saltando esgotos, correndo de cavalos, passando em becos e vielas, atravessando pinguelas, fazendo ciranda sob o viaduto: “Ó cirandeiro, ó cirandeiro, ó a pedra do teu anel brilha mais do que o sol”... Fazendo o tete-a-tete com os moradores que observavam curiosos nossa alegria denunciadora e forrozeada: “Cheguei meu povo vim fazer teatro agora (bis), quer ir mais eu vamos, quer ir mais eu vamb'ora (bis)” !

Como diz Milton Nascimento: “Todo artista tem de ir aonde o povo está “. E lá estavam as crianças, os idosos, homens e mulheres, mesmo os que optaram por ficar nas sacadas e janelas, ou ainda os motoristas que se viam obrigados a dar passagem se envolviam pela alegria do Cortejo e compactuavam com os clamores por justiça e dignidade aos moradores marcados para a desapropriação.

O coração da família ACALeO pulsou de emoção da concentração na passarela velha da Estação de Trem do Itaim Paulista até chegar na rua Gruta das Princesas - onde fomos muito calorosamente recebidos pelos atores e atrizes do Grupo de Teatro Buraco D’Oráculo que nos conduziu até a Escola Flávio Augusto Rosa para a apresentação da peça "Ser Tão Ser - Narrativas da Outra Margem".

Observar aos moradores acompanhando a peça foi outra experiência que emocionou... Os olhos atentos, a interação com as danças, com as músicas, com a percussão e com as cenas de indignação e protestos contra as desapropriações, os levou a compreender que também na arte reside a possibilidade de denúncia das injustiças. Salve o Buraco D’Oráculo, salve os artistas populares, salve o Cortejo Livre Leste, salve os moradores que se juntam para lutar, salve o MOVIMENTO POPULAR PELOS DIREITOS DOS MORADORES DAS MARGENS DO TIETÊ E POR JUSTIÇA NO PROCESSO DE DESAPROPRIAÇÃO. E, neste dia em que recebemos a notícia do falecimento de Mercedes Sosa (* 09/07/1935), um SALVE à grande cantora e interprete latinoamericana, uma guerreira argentina, dona de uma voz importante no período das ditaduras em países da América do Sul, foi censurada e perseguida pelos ditadores, mas não se calou, com sua voz, encantou e politizou toda uma geração. Cantava coisas que explicam nossa intervenção nas coisa injustas e, em especial, a nossa esperança: “Muda o superficial, também muda o profundo, muda o modo de pensar, muda tudo neste mundo” (poema do chileno Julio Numhauser) ou “Se se cala o cantor, cala a vida, porque a vida, a vida mesma é todo um canto. Se se cala o cantor, morre de espanto, a esperança, a luz e a alegria (do poeta argentino Horacio Guarany).



YouTobe:

http://www.youtube.com/watch?v=xm9sIAW39o0

http://www.youtube.com/watch?v=g8VqIFSrFUU



Saudações à luta popular!!!


VEJAM AS FOTOS NA PÁGINA DO ORKUT: ACALEO

Oswaldo ACALeO
Blogger: acaleo.blogspot.com
Orkut: ACALeO
7220-1136

ACALeO Ação Cultural Afro Leste Oraganizada disse...

Em 04/10/2009 00:45, Leandro Hoehne < leandro_hoehne@yahoo.com.br > escreveu:




Pessoal, tô aqui pensando na beleza que foi o 2º Cortejo Livre Leste e gostaria de compartilhar um pedacinho de um turbilhão de pensamentos e idéias a partir do dia de hoje. Pode vir a ser confuso e ainda muito misturado com o esgotamento de energia... mas é sincero.

É necessário mudar a realidade baseada em eixos geográficos, econômicos e políticos nessa cidade, ainda tão presa aos resquícios dos senhores feudais, de fazenda, da casa grande em soberania a senzala. Mas a Casa Grande não quer mudar nunca, quer permanecer velha, soberana em suas varandas de frente pro vale. Já na senzala é diferente, só a mudança berra necessária. E são em nossos "quilombos" que estão as possibilidades de mudar algo. Quilombos esses localizados, sim e não mais onde, na periferia, que não é extremo, é meio-termo de cidade e campo, asfalto e terra, rio e rua, esgoto e córrego, casa com quintal e casas, muitas casas, construídas nos quintais, ambiente interiorano perdido de seu valor ritual, mítico, natural, com necessidade extrema de vínculo urbano, sujeito as mais profundas degradações para tornar a vida suportável, imediatista e entregue a luta de, somente, resolver problemas de sobrevivência. São nesses quilombos que a festa se faz necessária para expurgar a dor de cansar, a dor de quase desistir. Festejar para renovar a fé, não a religiosa, mas a fé que já nascemos com ela, recebemos com o pacote vida, a fé de, sempre, ser, estar, permanecer e continuar... sendo, estando e permanecendo. São nesses quilombos, andando por ruas ameaçadas de não mais seguir adiante, que me reconheço e me pego encontrando meu lugar no mundo, com o eco de Paulo Freire em meu ouvido dizendo que sou sujeito da história e como sujeito dela, não objeto, constato que aqui estou para mudá-la... e mudar, mudar, mudar e mudar... e não me adaptar a levada da maré... que seja entregue a maré somente uma ciranda de Lia, cantada com acompanhamento de acordeón e percussão da boa, de mãos-dadas com toda a gente que vier, assim como está sendo nosso cortejar de liberdade, leste, mandando o recado para toda a cidade, ao mundo e ao cosmos!

Deu no jornal que ia chover e não choveu
Apareceu político e não falou
Até "crente", e descrente, ficou sabendo
E do samba se certificou

Há algo de mágico nisso tudo. Foi São Jorge da camisa do Dani, ou foram os ensaios na Sta Bárbara guerreira? Eu fiz prece pra Santa Clara. Não importa... é a energia que move, humana, montanhas e, quem sabe, moveremos também máquinas e interesses políticos para o que é a favor do povo.

Obrigado a todos pelo dia hoje!

Bora que tudo isso não pára!!!

Bora!

Leandro Hoehne
doBalaio
www.circodobalaio.wordpress.com
7625-4885